_boa noite meu caro Mago posso me convidar para um drinque? Pela primeira vez seu sangue gelou e ele s permitiu sentir medo, na sua frente uma figura tinha atravessado as paredes e sentava despreocupadamente no sofá, era Deck.
7_claro, sirva-se do que quiser. Disse recobrando a calma.
D_obrigado senhor Mago_ e foi servir-se de vinho tinto, depois sentou-se e continuou.
D_minha visita tem um motivo, é claro, ninguém viria até a lua pra beber vinho se bem que, sorveu levemente o vinho, valeria a pena vir só por ele.
Aquilo deixou o Sétimo confuso, o que queria aquele homem? Não aguentou a atitude dissimulada e resolveu tomar uma postura mais agressiva:
7_e qual seria o real motivo da “visita”? Para mim está mais pra uma invasão.
D_ e não deixa de ter sua certa rasão, minha inesperada vinda deve-se a necessidade que tenho de salvar o que amo mas no tempo devido entenderá o que digo. Por hora venho buscar algo que não te pertence e que me muito é necessário!
7_ se procura os artefatos então veio ao lugar errado meu visitante, eles estão...
D_no cofre, bem sei pois foi de lá que os tirei antes de cá me achegar.
E dizendo isso mostra os cabos das armas magicas presos no cinto da calça, isso explicava o silencio de Lily, Deck devia ter ido até o laboratorio e roubado as armas, talvez todos estivessem mortos agora.
Respirou profundamente, não podia se permitir ficar irritado nem perder a calma, tinha que achar uma saida.
7_e posso perguntar se meus homens estão mortos?
D_podendo ou não a pergunta já foi feita, não vivo os deixei mas machucados todos ficaram.
7_e qual o motivo da sua visita, já que já conseguiu o que queria?
Talvez, pensou o Mago, ele queira ser contratado e está mostrando seu valor. Por isso estava ali sentando na sua frente.
D_na verdade essas armas não são as que eu vim buscar, peguei-as apenas para minha coleção pessoal, um bonus para aproveitar a viagem já feita, deixe-me contar uma historia e ela explicará meus motivos.
D_Aconteceu há muitos anos atras quando o mundo sentiu a primeira aparição do Rancor Eterno, para combater esse mal que sempre existirá uma jovem deu sua vida nas mão de um ferreiro, esse usou toda a bondade em seu coração e criou as mais poderosas armas contra o mal, depois cumpriu o ultimo pedido da jovem, entregou a sua obra prima para um cavaleiro e com elas, esse paladino lutou contra o mal até que o mal tomou seu coração, anos mais tarde um grupo de herois desafiou o antigo paladino que após sua derrota, e com ela a liberação do mal, entregou as armas aos herois, desde então essa tem sido a sina dessas armas que hoje são para você, meras decorações de sala. Vim buscar o tesouro de Magathea, as reliquias dos magos, ou como primeiro a chamaram as armas de Lumos.
Enquanto falava Deck se aproximou da armadura com as espadas que estava pendurada na parede, o brilho mistico que elas sempre tiveram ia se intensificando com a aproximação do invasor, era como se elas estavam chamando por ele, e quando terminou seu discurso num gesto muito rapido, Deck segurou as reliquias e sumiu no ar como se fosse feito de fumaça.
O Mago terminou sua bebida com calma, levantou-se e foi conferir seus homens, sabia que enfrentaria um longa e cansativa reunião em breve, que colocaria uma recompensa pela cabeça do enigmatico visitante, vivo é claro afinal tinha muitas perguntas para responder e morto ele não seria util. Deck, seria ele um inimigo ou um amigo? Um ladrão ou um visitante? Seria ele ao menos humano? Ou apenas uma alma de algum heroi do passado? Teria ele algo a ver com a hibernação? Ou o mundo iria enfrentar esse tal “Rancor Eterno”? O que seria esse “Rancor”?
Mesmo nunca tendo acreditado em fantasmas depois de um encontro como o que teve qualquer um duvidaria até mesmo se estava vivendo um sonho ou se era parte do sonho de alguém. Observou a tela e viu a massa de calor de afastando rapidamente da lua, e uma única certeza ele tinha em sua mente, ele iria ouvir falar de Deck novamente. Mas agora precisava mesmo é de um banho.